Oposição reage contra a não criação das Comissões Especiais de Inquéritos

por adm publicado 10/11/2021 19h30, última modificação 16/11/2021 19h31

Após 15 dias da abertura de duas CEIs para apurar os gastos com os recursos da Pandemia da Covid-19 e dos Precatórios do antigo Fundef aqui em Joaquim Gomes, a quarta-feira (10) foi marcada pela devolução dos requerimentos. Ou seja, as comissões sequer foram devidamente criadas, já não mais tramitarão no legislativo municipal. A oposição ao governo do prefeito Adriano Barros, assistiu a um longo despacho assinado pelo presidente da câmara, vereador Ednaldo Antônio que apresentou ausência de preenchimento dos requisitos mínimos, como por exemplo, ausência de quórum mínimo e falta de um fato determinante, conforme prevê o regimento interno da casa e que somente agora foi observado.

 

Para a oposição, tudo não passou de uma manobra política feita pelos governistas, que antes, pareciam insatisfeitos com o governo, mas bastou fazerem as pazes e o que era para ser uma fiscalização, não passou de um ensaio que ridiculariza o próprio parlamento. Disse um dos oposicionistas.

 

Dos 11 parlamentares, três fazem oposição ao governo, e reagiram quando o presidente despachou pela rejeição dos requerimentos. Diogo Gonzaga, foi a tribuna e repetiu uma fala que disse semana passada, ao dizer que se cumpriu o que dizia muita gente pelas ruas da cidade “Não vai dar em nada”. Mas o parlamentar naquela sessão passada não disse somente isto, chegou a dizer que, na cabeça dos moradores as CEIs terminariam em “pizza”. Tudo isso para reforçar o discurso que, logo logo apareceria os ‘bombeiros’ para apagar o fogo e tudo voltaria a normalidade em uma boa relação entre governo e aliados.

 

Diogo Gonzaga não concordou com os argumentos utilizados pelo presidente, nem tão pouco apontado em um requerimento apresentado pelo vereador Nelciano, mesmo assim disse que, se de fato o motivo seria por falhas na apresentação dos requerimentos, acredita que não teria problema algum apresentar outro requerimento, corrigindo o que seria as falhas e dai, a população saberia se de fato o problema seria apenas de tramitação. Alfinetou.

 

A vereadora Rita do Araçá também seguiu a mesma linha de raciocínio do colega de bancada, e lamentou os argumentos usados pelo vereador Nelciano, que quis justificar que a CEI seria um atraso para o desenvolvimento do município. Para Rita, os argumentos não cabe na realidade, pois do contrário do que disse o vereador, a CEI é um instrumento de fiscalização. Simples, vamos refazer os requerimentos e novamente apresentar na câmara, acredito que nenhum dos vereadores vão se esquivar de fiscalizar o gestor, não queremos aqui afastar ninguém, apenas investigar, e com certeza vamos contar com todos, disse ela, O que seria um tom de ironia, ou melhor, tentar colocar a base governista no canto da parede, levando a mensagem de que, os argumentos podem não condizer com a realidade das motivações pelo qual as CEIs foram retiradas de pauta.

 

As críticas foram direcionadas ao vereador Nelciano, o vereador Diogo Gonzaga, Rita do Araçá e Sambeca, foram ao encontro da fala do governista que, ao defender seu requerimento que pedia retirada das CEIs, argumentou que o município deixaria de avançar em seu desenvolvimento, Diogo Gonzaga chegou a alfinetar os aliados do governo sem citar nomes disse: “o vereador tem o papel de fiscalizar e não de ser assessor do prefeito”.

 

A cada fala, o presidente da câmara buscou esclarecer que sua decisão de devolver os requerimentos que criava as comissões se deu de forma técnica e se debruçou apenas aos fatos de ficar claro a ausência dos requisitos mínimos e que, seguir desse jeito acarretaria no futuro na suspensão dos trabalhos via judicial.

 

Tanto Ednaldo, como os demais vereadores da base, disseram que, o fato de não ser instaurada as comissões não impede que os oposicionistas e até mesmo os demais façam seu trabalho de fiscalizar e investigar, estamos aqui e somos vereadores, seguiremos com o trabalho de cobrar e fiscalizar o governo. Completou Amilson Rafael, secretário da mesa.