Câmara debate sobre precatório do Fundef. Oposição diz que falta interesse político, governistas rebatem críticas

por adm publicado 26/05/2021 13h36, última modificação 26/05/2021 13h36

A vereadora Márcia Gerônimo usou a tribuna para criticar a falta de comunicação , se referindo a um projeto de lei apresentado pelos vereadores Diogo Gonzaga, Sambeca e Rita do Araçá e que ela como representante da educação na câmara não foi convidada a participar como uma das autoras do projeto.

Para a vereadora o fato trouxe desconforto e precisou usar a tribuna para mais uma vez reforçar que seu posicionamento sempre foi em defesa dos professores, categoria que ela faz parte por ser educadora, voltou a dizer que será sempre favorável a classe e que lutará pelo precatório do Fundef, mas pediu cautela ao citar que existe os entraves através de decisões do TCU por exemplo, e quando for sanado quem ganha é o professor.

A vereadora pediu harmonia e que tanto o poder executivo, como o legislativo e demais órgãos possam encontrar uma solução e que isso seja resolvido o quanto antes.

O presidente da câmara se posicionou ao lembrar que a casa legislativa convocará o procurador geral do município e a secretária de educação. O vereador Paulinho Batista também falou sobre o tema e reforçou o compromisso da câmara.

O debate ganhou força e tom de crítica ao governo municipal. Vereadora Rita ao usar a tribuna disse que fica claro a falta de interesse do prefeito, ela chegou a dizer que o governo precisa acordar, já que muitas indicações sequer essa casa obtém respostas.

Ela criticou que a maioria dos requerimentos destinados a prefeitura ficam no esquecimento. O vereador Diogo que aparteou a colega reforçou as críticas ao governo e usou o termo direto à gestão do prefeito Adriano Barros quando disse faltar interesse político.  Para gastar inclusive com advogados existe legalidade, mas quando é para nossos professores não é legal, então não vamos aqui querer encontrar argumentos quando todos sabemos o que realmente está acontecendo. Falou.

O vereador Amilson Rafael também comentou sobre o tema e lembrou a luta que a Legislatura passada fez para que fosse pago aos professores. Amilson rebateu as críticas da oposição sobre município ter pago aos advogados, o vereador quis esclarecer que foi uma questão da justiça e não do prefeito.

Amilson ainda alfinetou o judiciário ao dizer que se esse precatório fosse para pagar juiz e promotores talvez já tivesse sido resolvido e não tenho dúvida já teriam recebidos. Falou.

O parlamentar disse que entende a luta que não é só dessa atual Legislatura, mas desde o nosso primeiro mandato que enfrentamos ao longo desses anos. Frisou.

O vereador Ednaldo voltou a falar e rebateu o vereador Diogo, dizendo que se ele cita que existe política para que não seja pago, existe também a política de quem quer que seja pago, então é preciso que esse discurso cai por terra e voltou a dizer que recomendação do TCU e da CNM sugere para que não seja repassado em forma de rateio.

Ednaldo subiu um tom de desabafo e apontou a própria justiça pela morosidade em decidir definitivamente.

Por último o vereador Amilson voltou a dizer que em momento algum a câmara é contra o precatório,  mas espera que esse imbróglio seja resolvido o quanto antes.

O vereador Nelciano também comentou sobre o precatório e demonstrou favorável,  mas seguiu a linha dos vereadores governistas.